Direito de Família

Como desfazer união estável e se precisa de advogado?

Equipe BCMS Advogados
Por Equipe BCMS Advogados 06/09/2026 • Ver equipe →

Como desfazer uma união estável e se é obrigatório ter advogado?

A resposta direta é: SIM, a presença de um ADVOGADO é obrigatória tanto para a dissolução consensual em Cartório de Notas (extrajudicial) quanto para a dissolução judicial perante a Vara de Família.

A união estável equipara-se ao casamento no regime da COMUNHÃO PARCIAL DE BENS (art. 1.725 do Código Civil). Isso significa que TODOS os bens móveis, imóveis, veículos, investimentos e até dívidas adquiridos onerosamente pelo casal durante o período de convivência pertencem 50% a cada um, devendo ser partilhados equitativamente no momento da separação, independentemente de em nome de quem esteja o recibo de compra ou a escritura do imóvel.

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O que você provavelmente está enfrentando agora

Vocês moraram juntos por anos sob o mesmo teto, construíram patrimônio, compraram casa, carro e mobília sem nunca terem assinado um papel no cartório. Agora que a relação chegou ao fim, um dos parceiros afirma que ‘não vai dividir nada porque o imóvel está no nome dele’, deixando o outro desamparado após anos de esforço conjunto.

O que a legislação e os tribunais preveem

O art. 1.723 do Código Civil reconhece como união estável a convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.

O art. 1.725 determina que, na ausência de contrato escrito dispondo em contrário, aplica-se à união estável o regime da comunhão parcial de bens.

A Súmula 380 do STF e a jurisprudência do STJ determinam que a contribuição para a aquisição do patrimônio comum é presumida, não sendo exigida prova de aporte financeiro direto quando houve colaboração mútua no lar e na vida comum.

Como saber se é o seu caso: 5 sinais claros

  • Convivência pública como casal com intenção de constituir família (intuitio familiae);

  • Aquisição de imóveis, terrenos, veículos ou empresas durante a relação;

  • Inexistência de escritura prévia de separação total de bens;

  • Disputa sobre a data de início e término da relação para corte da partilha;

  • Necessidade de regularizar guarda, visitas e pensão dos filhos comuns.

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O que você deve fazer agora e quais provas reunir

Reúna fotos, mensagens, comprovantes de residência conjunta, contas em mesmo endereço e testemunhas para comprovar o marco temporal da união.

Levante certidões de ônus reais de todos os imóveis e extratos de financiamentos bancários quitados durante a vigência do relacionamento.

Checklist de documentos e provas essenciais:

  • Comprovantes de endereço conjunto dos últimos anos;

  • Escritura de imóveis ou contratos de gaveta de compra e venda;

  • Documentos de veículos adquiridos no período;

  • Certidão de nascimento dos filhos havidos na união;

  • Fotos de eventos familiares e viagens comprovando a entidade familiar pública.

Atenção aos prazos legais

Ação de Reconhecimento e Dissolução com Partilha de Bens pode ser proposta a qualquer momento após a separação fática, observados os prazos prescricionais de cobrança de frutos e meação.

Perguntas frequentes sobre o tema

• União estável sem papel registrado dá direito a bens?

Sim. A união estável é fato jurídico. O juiz reconhece e dissolve a união no mesmo processo, determinando a partilha de 50% dos bens.

• O imóvel construído em terreno do sogro/sogra entra na partilha?

A construção (benfeitoria) entra na partilha de direitos e indenização, embora a propriedade do solo permaneça do terceiro titular.

• Existe direito à pensão entre ex-companheiros?

Sim, de caráter temporário para permitir a recolocação no mercado de trabalho daquele que dependia exclusivamente do sustento do outro.

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Dúvidas sobre este assunto?

Este artigo foi escrito pela Equipe BCMS Advogados. Se você precisa de orientação jurídica específica sobre este caso, entre em contato diretamente com nossa equipe.

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